
Estou tão em dúvida de qual será a cor do meu quarto, na verdade eu gostaria de uma cor bem forte, mas as cores claras são tão angelicais...
Restituindo a sensação ao caráter sensível
ordem, a luz e o homem, e um prin-
cípio mau que criou o caos, as tre-
vas e a mulher.
PITÁGORAS
Tudo o que os homens escreveram
sobre as mulheres deve ser suspeito, pois
eles são, a um tempo, juiz e parte.
POULAIN DE LA BARRE
LE DEUXIÊME SEXE
SIMONE
DE BEAUVOIR
Foto: Gabriela Aleirbag
Nesse momento Roberto realizava o maior desejo de sua vida. Tinha-a como verdadeira esposa e mais que isso: como amante. Ardendo de ansiedade por ele.
Mas… Cristina não vibrava. Excitava-o com carícias pensadas. Beijava-o maquinalmente. Abandonada e submissa, insensível e fria. O prazer extenuou doloroso e calado. Ao tê-lo sobre si, Cristina esmorecera como se as forças a tivessem abandonado. Seu corpo amoleceu e seus lábios contraíram-se dentro da boca que a beijava. Deixou que ele a possuísse porém não conseguiu lhe fazer mais nem um afago sequer. Estava passiva e assexuada.
Fechou os olhos e procurou, nas sombras da sua mente alucinada, o vulto do homem desconhecido que tivera o poder de excitá-la, durante toda a tarde, com um simples enlevo
da imaginação. De novo o sangue ferveu-lhe nas veias. Era Alexandre que a possuía. Era ele que pesava sobre seu corpo, E então sentiu vibrar intensamente o desejo carnal que a consumiu num êxtase incomportável.
A noite galopava tempo afora.
Roberto deixou-se ficar por alguns instantes em silêncio ao lado da esposa. Depois, pesado sono dominou-os. Cristina, adormecida entre os braços do marido, tinha no rosto a expressão voluptuosa da embriaguez e, nos traços macios e lascivos de seus lábios, um nome se incorporava como a pedir um beijo e a clamar loucura:
— Alexandre!… Alexandre!…
Trecho

de Carne em delírio, claro que só poderia
ser da Cassandra Rios.
Meucoração não sei por queBate feliz Quando te vê.........E os meus olhos ficam sorrindoE pelas ruas vão te seguindo..Mais mesmo assim..foges de mim...Letra: Pixinguinha, com Carinhoso
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Djavan

Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé
Quantos elementos amam aquela mulher?
Quantos homens eram inverno, outros verão
Outonos caindo secos na palma de minha mão
Gemeram entre cabeças a ponta do esporão
A folha do não-me-toque, o medo da solidão
Enveneno meu companheiro, desata no cantador
E desemboca no primeiro açude de meu amor
É quando o vento sacode a cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia procurando por um
É quando o vento sacode a cabeleira
A trança toda vermelho Um olho cego vagueia procurando por um
De: Zé Ramalho
